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Design não é mais sobre estética, é decisão

  • Foto do escritor: Igor Baliberdin
    Igor Baliberdin
  • 14 de jan.
  • 3 min de leitura
Uma placa indicando direção para os dois lados


Design é decisão.

Decidir nunca foi simples. Mas em ambientes corporativos complexos, decidir se tornou mais arriscado, mais caro e mais exposto.

As organizações operam hoje sob pressão constante: crescimento acelerado, dados em excesso, tecnologia disponível, prazos curtos e múltiplos stakeholders tentando influenciar a mesma escolha.

Ainda assim, a maior parte das empresas continua tratando decisão como um subproduto da execução. Decide-se rápido, ajusta-se depois — e torce-se para dar certo.

É nesse ponto que muitos erros estratégicos nascem.



Decisão não é opinião. É estrutura.

Decisões críticas raramente falham por falta de talento, esforço ou informação. Elas falham porque o problema foi mal estruturado antes da escolha.

Na maioria das organizações, decidir significa alinhar interesses, negociar percepções e buscar consenso. O que parece decisão, na prática, é um acordo frágil sustentado por premissas não questionadas.

Quando critérios não estão explícitos, quando o contexto não é compartilhado e quando as hipóteses não são confrontadas, a escolha deixa de ser consciente — e passa a ser reativa.

É nesse ponto que decisões se tornam caras, invisíveis ou desalinhadas.


E é exatamente aí que o design muda de papel: decidir melhor não é acelerar, é sustentar.

Design, nesse contexto, não entra para resolver, mas para organizar o problema. Não estamos falando de estética, interface ou entrega visual e sim de lógica de decisão:


  • Estruturação de problemas, para separar sintomas de causas reais

  • Organização de critérios, para tornar explícito o que está guiando a escolha

  • Redução de complexidade, sem simplificar demais o que é estrutural

  • Externalização do pensamento coletivo, para que decisões deixem de existir apenas na cabeça de poucos


Quando aplicado dessa forma, o design atua antes da solução. Ele cria um campo comum de entendimento onde a decisão pode acontecer com mais clareza, menos ruído emocional e maior responsabilidade estratégica.


Decisões bem estruturadas não eliminam o risco — mas tornam o risco consciente. Não prometem acerto absoluto, mas criam coerência entre intenção, escolha e consequência.É por isso que, em ambientes corporativos complexos, o design deixou de ser diferencial estético e passou a ser infraestrutura invisível de decisão.


Os grandes players de mercado já entenderam isso


Airbnb Brian Chesky levou designers para o centro da estratégia porque entendeu que decisões de negócio passam por experiência, narrativa e coerência sistêmica — não apenas por métricas isoladas.

Apple O design sempre foi usado como critério de decisão, não como camada final. Produto, tecnologia e negócio são pensados como um sistema único.

IBM Ao escalar design thinking internamente, a empresa não buscava interfaces mais bonitas, mas decisões mais bem estruturadas, especialmente em ambientes corporativos complexos.

Amazon O famoso “working backwards” nada mais é do que design aplicado à decisão: clareza de problema antes da execução.


Imagem com um print do app do AirBnb e uma imagem da campanha publicitaria

E por que isso importa agora?


Em contextos de crescimento, transição ou alta complexidade operacional, errar uma decisão custa caro. Custa tempo, dinheiro, confiança e reputação.

Executar rápido virou mantra. Mas executar rápido uma decisão mal estruturada só acelera o erro. O diferencial competitivo deixou de estar apenas na capacidade de executar e passou a estar na qualidade das decisões que sustentam essa execução.



O novo posicionamento da LOOOP


Pessoas trabalhando em uma sala e uma mulher escrevendo no vidro da sala

Design deixou de ser entrega. Passou a ser critério.

Hoje, atuamos com lideranças e times quando:


O risco é real

A decisão importa

A complexidade não permite atalhos


Usamos o design como lógica para estruturar decisões estratégicas, reduzir incerteza e gerar impacto mensurável em negócios, produtos e organizações. Não entregamos soluções isoladas. Ajudamos a organizar escolhas difíceis antes que elas se tornem problemas caros.



Se você está diante de uma decisão crítica e sente que executar rápido não é suficiente, talvez valha a pena estruturar a escolha antes. Vamos conversar sobre como o design pode torná-las mais claras, mais conscientes e mais estratégicas.

 
 
 

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