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Branding antes da definição de produto + o custo invisível das decisões tomadas por ansiedade

  • Foto do escritor: Igor Baliberdin
    Igor Baliberdin
  • há 7 dias
  • 2 min de leitura
Escritorio cheio de gente jogando papeis pro alto

O problema não é investir em branding. O problema é quando a marca vira resposta emocional a uma decisão que ainda não foi tomada e gerando um custo invisível para a operação.

Em muitas organizações, a pressa por nome, identidade visual e discurso não nasce de estratégia clara, mas de ansiedade silenciosa: medo de parecer parado, receio de ficar para trás ou profunda insegurança diante de um produto que ainda não se definiu. Quando isso acontece, o branding deixa de ser consequência de escolhas estruturadas e passa a ser atalho simbólico para aliviar tensão interna.

Atalhos, em contextos complexos, costumam sair caros.


O Erro está na ordem das perguntas


O erro estrutural reside em tentar comunicar antes de decidir. Quando uma empresa prioriza marca antes de ter clareza sobre o problema que realmente resolve, a experiência central do produto ou os critérios que orientam suas escolhas, está tentando dar voz a um vazio.

Isso não é posicionamento. É gestão da insegurança por meio da estética.

O desalinhamento transborda rapidamente: marketing promete o que o produto não sustenta, vendas improvisa narrativas, a experiência do usuário torna-se fragmentada. O usuário pode não saber que o branding está errado, mas sente que a conta não fecha.


Como a ansiedade inverte a lógica do crescimento


Ansiedade organizacional empurra para ação, mas insegurança impede decisão estrutural. Nesse cenário, o branding surge como escolha "segura" por ser visível e tangível, enquanto a definição do produto exige confronto difícil com dados incompletos e conflitos internos.

A empresa acaba parecendo decidida para o mercado, mas continua estruturalmente indefinida por dentro.

O que as abordagens clássicas de Design sempre alertaram — e poucos aplicam — é que design serve para organizar problemas antes de resolvê-los. Isso exige definir o problema antes da solução e usar empatia para estruturar critérios, não slogans.


O custo invisível e o real da ordem errada


Quando o branding atropela o produto, a narrativa substitui decisão. Um investimento inicial de R$ 400 mil em marca e lançamento sem clareza estrutural pode facilmente dobrar ou triplicar em 12 meses devido a reposicionamentos, retrabalhos de UX, aumento de CAC e desgaste reputacional.

O prejuízo milionário nasce de uma pergunta feita na ordem errada. Em vez de "como queremos parecer?", a liderança deveria focar em "o que precisa fazer sentido?".


Design como ferramenta de decisão


É aqui que o design como ferramenta de decisão muda o jogo. Ele não entra para embelezar, mas para estruturar o problema real e as tensões entre negócio e usuário.

Nesse cenário, o branding deixa de ser promessa ansiosa e passa a ser consequência sólida de escolhas conscientes.

Branding feito cedo demais não resolve insegurança — apenas a mascara. Empresas não falham por investir em marca, mas por comunicar antes de decidir.


E em ambientes complexos, decidir é o ato mais estratégico de todos.


Você já viu esse filme? Onde a marca diz uma coisa e o produto entrega outra? Na LOOOP, acreditamos que o design deve vir antes para decidir o que faz sentido, antes mesmo da primeira linha de código ou de branding ser criada. Vamos conversar de forma estratégica?



 
 
 

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